Autor

Nathan Candido

“Provado fui com fogo
Mas aonde está o ouro?
Sei, somente uma fé que se abalou
Inabalável é.”

  • Outono – Os Arrais

É, eu vejo sentido demais no que o Paul Washer fala sobre Jesus, no que o Ari Jr fala sobre a igreja, no que o Ed René fala sobre salvação, no enorme coração dos meus pastores e no que o Zé Bruno fala sobre Deus. Tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas que vivem isso de forma tão inteira, e inspiram muito. O coração da Zoe me inspira demais. E a intensidade que o Dudu vive tudo isso? A verdade que o Ton carrega, a sinceridade do Pradella, a humildade do Ferreira. Estou falando de pessoas “conhecidas” porque sei que você pode ter as mesmas impressões e inspirações. Mas também vejo muito sentido na sensibilidade do Lenine de reconhecer que pouco sabe e se manter aberto para o novo. Na mesma percepção do Criolo, na imensidão dos planetas narrada pelo Lucas Silveira, me identifico com as noias do Gustavo Bertoni. Considero as doideras do Caio Fábio e aprendo demais com o Fábio de Melo.

Vejo sinceridade em todos eles. Assim como eu também sou sincero. Sou cristão, acredito em Deus, já tive e já vivi momentos que considero sobrenaturais. Aliás, apesar da pouca idade, já vivi e vi muita coisa, e sei que é só o começo. Mas também sou sincero para reconhecer que nada disso é muito conclusivo. Estaria mentindo se dissesse o contrário. E não posso mentir, principalmente para eu mesmo.

A bíblia é, de longe, o melhor livro que eu já li na vida, nos prepara para a vida, assim como a fé cristã em sua essência. Talvez hoje eu entenda Tomé, no lugar dele eu também seria um incrédulo. Talvez hoje eu entenda Pedro, no lugar dele eu também trairia. Não mereço a fé que ousa em encher meu interior todos os dias, mas sei que a recebo de graça e isso é DOIDO. Talvez eu tenha encontrado o Divino nessa loucura toda.

Perdido na Imensidão

Tudo isso pode parecer um caos infernal, e é. Mas é melhor do que viver uma mentira, ostentar uma espiritualidade inexistente e ser o que não sou. Talvez, a melhor forma de lidar com isso seja escrevendo e dividindo isso com alguém, como fiz com a Roberta. Aliás, depois de conversar com algumas pessoas e ver que passam pelas mesmas angústias caladas, sinto que não estou só nessa. Nem você.

Quanto mais sei, mais me acho ignorante perto dessa imensidão. E eu sei que ao mesmo tempo que muita coisa faz sentido, tudo parece tão incoerente. Mas não existe contrariedade quando vivemos a vida intensamente e melhoramos a vida do próximo com tudo que somos e podemos, logo, não existe desculpa para uma vida egoísta. Se a sua vida se baseia só no que você é, tem e “conquistou”, meus pêsames.

Uma das pessoas que leu esse texto antes dele vir parar aqui, também me falou uma verdade:

O caos é um ótimo lugar, é como o deserto, cheio de inseguranças e incertezas. Mas é onde mais buscamos aprender e onde mais conhecemos coisas que a “estabilidade” não nos proporcionaria.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há.  De vez em quando, acho que o melhor jeito de lidar com isso é externando e dividindo isso com alguém, obrigado por ler.

Estamos juntos.

3 de março de 2017 16 comentários
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