Aconselhamento

Tem sido incrível acompanhar o conhecimento de Deus se expandindo na nação. Tenho visto de modo crescente o povo de Deus exalando a bondade e o caráter do Senhor e, de verdade, isso alegra o meu coração. Me alegro ao saber que a graça e a beleza do Criador tem invadido os púlpitos do Brasil, mas estou aqui para lembrar da importância de pregar comportamento. De ensinar a lei, de ministrar sobre o modo que o Senhor se movia em meio às pessoas. Estou aqui pra te lembrar, também, que muitos não concordam com o que eu acabei de dizer, mas eu tenho bons argumentos para escrever o que estou prestes a escrever. O único que me deterei nesse momento é o de te dizer que você precisa saber o que fazer. Precisa entender o que é errado e o que é bom aos olhos de Deus e, esse é o objetivo da lei. Essas coisas vem através do ensino e, como uma amiga, quero te aconselhar aqui.

O que fazer quando me sinto um peixe fora d’água?

Tenho recebido inúmeras perguntas sobre amizades dentro da igreja. Sobre sentir-se um “peixe fora d’água” na comunidade local ou “perceber” que a maioria das pessoas não aceita o seu modo de ser. Preciso dizer, também, que eu entendo isso. Já passei por diferentes estágios dessa sensação de inadequação no meio do povo de Deus, e posso dizer sim que “eu entendo”. Outra coisa, que eu também preciso dizer, é que eu também entendo que não dá pra aplicar um modelo de ação (que é mais ou menos o que eu pretendo fazer aqui) pra todos os casos. Cada situação é única. Queria poder abraçar todas, mas eu não consigo. Por isso a comunidade local (pela qual, muitas vezes, você se sente rejeitado) é o melhor organismo pra te ajudar a superar isso. Estou falando sério.

Sei dos diferentes tamanhos de igrejas no Brasil – a minha pode se considerar “pequena” –  mas também sei que em muitos desses casos existem vários líderes separados pra te ajudar a crescer, os quais você deveria responder. Se você não possui isso, meu conselho mais sincero é: caçe um. Procure alguém pra te liderar (E se isso acabou de ferir o seu ego, entenda que é algo que precisa ser tratado pelo Senhor em você. Você precisa de liderança, moço(a). Isso é bíblico.)

Pule na água.

Quando eu encontrei Jesus sabia que precisaria frequentar a igreja. Você também sabe que precisa disso. Logo depois da minha conversão, então, passei a frequentar a igreja das pessoas que haviam pregado o evangelho a mim e não saí de lá até o momento (nem pretendo, amo vocês <3). Eu não conhecia absolutamente ninguém (a não ser as duas pessoas que haviam pregado o evangelho para mim, dois meninos), e fui algumas vezes à igreja conhecendo apenas essas duas pessoas. Frequentava os cultos e sabia que precisava de amigas de fé, mas as meninas sempre foram mais tímidas que os meninos, então elas me cumprimentavam com muito amor mas não passava dali. Do culto. Voltava pra minha casa sem ter relacionamento com elas, mas eu desejava muito!

A minha personalidade introvertida não me faz uma pessoa de grandes contatos à primeira vista. Não sou do tipo que sai cumprimentando a todos e faz amizade ali, do nada. Sou muito boa no “um a um” e, sabia que se quisesse construir amizades sólidas, eu precisaria colocar minha força e energia em conhecer as meninas no “um a um”. Então foi o que eu fiz.

Olhava a mulher do meu pastor cheia de admiração e dizia “eu preciso ser amiga dessa mulher, ela é demais!”, e olhava pra outras meninas que perseguiam o coração de Jesus diligentemente e pensava a mesma coisa. Então um dia eu descobri o telefone da Elisa (a mulher do meu pastor e uma das minhas melhores amigas hoje em dia) e mandei uma mensagem dizendo: Elisa, eu preciso te contar a minha vida e ser sua amiga. Quando você pode? Então foi assim que eu fiz minha primeira amiga. E depois disso fiz quase a mesma coisa com todas elas. E hoje eu tenho muitas! Porque eu fui atrás. Eu queria fazer parte da vida daquelas pessoas que amavam e conheciam Deus.

Você precisa parar de reclamar sobre o quanto se sente “excluído” e fazer alguma coisa.

Parece simples, mas não parou só aí. Eu era a menina geek. Lia vários livros de fantasia e assistia a séries descoladas. Me vestia de um jeito diferentão e me considerava diferentona. Logo, queria que os meus amigos fossem assim também. Mas na minha igreja quase ninguém leu Harry Potter ou gosta de usar “mom jeans” como eu. Quase ninguém preenchia a lista mental que eu tinha de “pessoas legais pra se caminhar”. Muitos deles não escreviam correto no whatsapp e vários outros mandavam imagens de “bom dia” nos grupos (o que era bem “aaargh” pra mim). E sabe o que eu fiz? Joguei a lista fora.

Não me importa se eles escrevem certinho, ou se gostam de usar all star. Se curtem ouvir Josh Garrels ou Diante do Trono. Eu quero viver comunidade, e isso está além do que o que eu vejo com os meus olhos. Está além de parecer cool com amigos “cool”. E, quando eu joguei essa lista fora, eu conheci corações lindos. Gente que ama gente. Quente que sofre. Gente resiliente. Gente madura.

E eu só aprendi. Aprendi sobre Deus, aprendi sobre amor e aprendi sobre humildade. Acho que amizade, no fim das contas, tem a ver com essas coisas.

Jogue fora a sua lista. Pise em cima do seu orgulho e da tentação de “venham a mim vós que quereis a minha amizade e eu serei amiga de vocês”. Mude o curso da história. Tá?

2 de agosto de 2018 0 comentário
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De uns tempos pra cá a correria do dia a dia veio tomando o meu tempo de uma maneira que, aos pouquinhos, foi roubando a minha luz. Aqueles que andam comigo perceberam, e eu pedi muito ao Papi pra que Ele, de maneira alguma, permitisse que eu me afastasse Dele. Sabe quando um vagalume brilha bem fraquinho? Andei me sentindo assim.

Foi então que Ele, mais uma vez, usou a vida de vocês, meus leitores, pra me dizer algumas coisas.

Oi, Beta <3
Durante essa semana senti algo me dizendo pra te escrever isso, algo que inquietava meu coração.

Parece que já sabemos o porquê disso, não é mesmo?

Bom, eu tenho 18 anos e nasci em uma família evangélica. 2 anos antes de eu nascer minha mãe aceitou Jesus como seu Salvador, então ela me criou na igreja. Eu sempre ia com ela e gostava muito de estar lá, mas nunca tomei uma decisão ao lado do Senhor. Quando eu completei uns 13 anos, fui perdendo a vontade de ir pra igreja. Passava uma, duas, três semanas e até mesmo meses sem ir na igreja, mas nunca deixando realmente de ir. Eu ia, participava dos cultos, mas nunca entregava minha adoração a Deus, nunca sentia a presença Dele, mas tinha algo lá que me prendia. Aos 14 anos, eu percebi que eu tinha que tomar alguma decisão: ou sair da igreja, ou aceitar Jesus e mudar de vida. Então eu escolhi O aceitar, mas eu não orava, não buscava… Eu era uma menina MUITO influenciada pelos outros. Na escola ninguém sabia que eu era evangélica porque eu não me comportava como uma pessoa que tinha Cristo habitando no coração. Eu falava muito palavrão, tinha uns amigos que não acreditavam em Deus e muitas vezes estava lá quando eles zombavam do meu Senhor. Foi assim até meus 16 anos, fazendo tantas coisas que não agradavam a Deus, mantendo uma personalidade dentro da minha casa e da igreja e outra quando estava no mundo. Mas apesar de tudo isso, tinha uma coisa que me mantinha na igreja.. Eu simplesmente não conseguia deixar de ir.

Algo muito (muito mesmo) parecido com a minha própria história.

No final de 2014, teve um congresso de jovens na minha igreja e uma coisa que me marcou muito foi um momento em que o pastor falou “se você, jovem que está na igreja mas não tem um compromisso com Deus, quiser assumir esse compromisso, eu peço a você que venha aqui na frente. Mas eu quero que você venha REALMENTE querendo assumir um compromisso sério, do contrário, a minha oração é que Deus tire você da igreja, porque não há nada pior que estar na casa do Pai sabendo que vai pro inferno”. Aquilo me marcou de uma forma tremenda e então, eu fui lá na frente. E ali eu falei com o Senhor, e disse a Ele que não queria estar em outro lugar que não fosse na presença Dele. Pedi a Ele que não me afastasse Dele, e que me perdoasse. E comecei o ano de 2015 com a certeza de que iria mudar de vida, e mais uma vez, eu não me esforçava, eu não buscava, eu não orava…

Parece que temos mais uma Betinha perdida no mundo (pelo ou menos uma com uma história muito parecida).

29 de fevereiro de 2016 4 comentários
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