Minha História

Passei 20 anos da vida em completa escuridão. Não vou lhe dizer que se as coisas continuassem do jeito que estavam eu não estaria aqui hoje mas, tenho certeza de que seria um alguém completamente infeliz. Eu estava cega. A pergunta “quem é você?” fazia algo gritar dentro de mim e eu, simplesmente, caía aos prantos. Eu não tinha ideia. Perseguida desde criança com pensamentos errados acerca da autoimagem, eu não possuía uma identidade. Desenvolvi, muito jovem, uma capacidade de adaptação muito grande que me fez prisioneira das opiniões alheias. Nunca fui corajosa o suficiente para viver minhas próprias aventuras (especialmente, a maior de todas: ser você mesmo)

Aos 20, durante uma missa, ergui meus olhos em direção a imagem do Cristo crucificado e fiz uma oração perigosa “Se Tu existes, me use de algum modo. Leve-me pra viver boas histórias”. Era 19 de abril de 2015 e meu coração ficou em chamas. Descobri que era amada e desejada pelo Criador do universo e que, muito mais do que viver boas histórias, morrer para mim e viver para Ele era o romance dos romances. Um único olhar meu em Sua direção arrebatava-lhe o coração e isso foi o suficiente para que eu deixasse toda a minha vida de lado para viver a nova.

Arrebataste-me o coração, minha irmã, noiva minha; arrebataste-me o coração com um só dos teus olhares, com uma só pérola do teu colar.

Cântico dos Cânticos 4:9

Deixei um relacionamento de 4 anos, encontrei uma família espiritual e passei por alguns bocados dentro de casa por conta de tantas renúncias. A perseguição dentro de casa aumentava ainda mais o meu amor pelo Amado e, olhando para trás, não mudaria absolutamente nada de tudo o que vivemos juntos: eu e Papai. Hoje, vivo integralmente relacionando-me com o Senhor e compartilhando com o mundo (e com o Corpo) cada uma das coisas que Ele tem depositado em mim. Carrego em mim uma mensagem: o amor pelo precioso evangelho e o prazer contido na renúncia.

Não repara na bagunça, estamos em obras.

PS.: Para perguntas frequentes, acesse aqui.